quarta-feira, 22 de junho de 2016

Menina Mulher Atrevida sempre e NÂO MUDO



E quanto mais me acho mais me perco
Em intenções nefastas sobre o que um dia sonhei
Quando me atirei em teus braços 
Meu coração de rosa foi para cinza em pouco tempo
Gelou e amorteceu toda minha pele
Nesta censura de vulva quente e anestesiada

Lápios que movem 
Cabelos que roçam
Mãos que afagam
Coração que empedreja
Alma que adormece
Vida que passa

Mulher menina atrevida
Enriquecida de absinto e vinil
Temperada com pimenta e leite morno
Despedaçada como folhas do inverno
Sinto em dizer que já era
A delicada se foi
só restou a bruxa má
Acostume-se com ela
Fique do lado dela
Ou ela te enfeitiçará
Para todo o sempre.

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