domingo, 5 de agosto de 2012

CabeçaVazia OficinaDoDiabo - confira um caso real q houve comigo.


Então. Cabeça vazia oficina do diabo. Quem nunca ouviu falar sobre isso?
Pois é. Experiência própria. Porque eu falo tanto em experiência própria? Oras, porque não se pode falar daquilo que não se sabe ou pouco se comprove. Os céticos em tudo adoram te contestar e tu precisas de armas para defender tuas argumentações. É racionalmente óbvio isso.
Poie então. Vamos aos fatos.
Cabeça vazia. Alguém que fica o dia inteiro sem nada pra fazer, ou aquelas que se dizem cuidam só da casa que me desculpem. Mas é cabeça vazia sim! O corpo em movimento não significa que a cabeça ande na mesma proporção certo? Não digo todas, mas posso arriscar que  a maioria das pessoas que ficam em casa não exercitam suas mentes. Bom.. ruim...
Agora pense analise e viva a seguinte situação.
Você está sentado vendo tv, cansa. Senta e vai pro computador, vamos imaginar que também canse. Fica na varanda ou pátio de sua casa vendo a rua, começa a ver os vizinhos.
Comece a analisar friamente essas  situações.
A pessoa começa a se deter em coisas e fatos inúteis. Como: sabe quando os vizinhos chegam e saem do trabalho, sabe o que está fazendo e a que horas faz. Investiga a vida dos vizinhos, não satisfeito, visita, fofoca e fala mal dos outros, por vezes até mente sobre um e outro criando intrigas e confusões sem ao mesmo suspeitar que é o culpado.
Lógico! Quando a gente não tem o que fazer nunca sai coisa boa!!! Férias é outra coisa, não confunda. Falo de pessoas que não tem o que fazer e não fazem porque não querem mesmo,  por preguiça pura. E vou te dizer, tem muito assim!
No meu caso foi mais ou menos assim. Não teve nada a ver com vizinhos, só imaginei essa situação de intrigas alheias porque é o mais fácil a acontecer no cotidiano. Mas existem diversas coisas que uma mente vazia é capaz de fazer.
Quando estamos vazios somos capazes de tudo, temos o tempo livre para exercitar o pensamento, mas não aquele pensamento produtivo e crítico sobre a construção e evolução de mentalidade. Falo de pensamentos destrutivos, e digo isso tanto dos outros como a nós mesmos.
Contarei o que houve comigo. No meu caso. Poderia ter sido pior, ou evitado.
Quando adolescente, aproximadamente uns 13 anos eu me trancava no quarto. Trancava mesmo. Pense em um adolescente revoltado, se acha o dono do mundo, respondão, mal educado. Pois é. Normal para essa idade. Sim. Mas eu era menina, e mesmo assim era assim, e pior.
Passava as tardes inteiras dentro de um quarto. Sabe aquelas mães que brigam para os filhos não saírem de casa, parar de ir as baladas, parar de namorar, eu era ao contrário. Minha mãe brigava comigo sim, mas para que saísse de casa, se relacionasse! Eu não tinha uma vida social intensa. Fora o colégio, nem meus parentes me agradavam ou me dava bem com eles. Nada. Há quem diga que estive com depressão e até tive motivos para tal, mas isso é outra história. Me detendo na história de cabeça vazia continuarei.
Aos 15 anos quando fiz a festa pude comprar um computador e ter com ele a tão sonhada internet. Na época a maioria não tinha essa acessibilidade que a tecnologia proporciona com a internet para todos. Explorei e descobri que podia ter o mundo em minhas mãos com tamanhas gama de informações retiradas por meio online. Fiquei extasiada! Pesquisava coisas que jamais havia visto na vida, principalmente o que não podia. Pornografia, e espiritismo. Mas não o tal espiritismo que todos conhecemos hoje. Comecei a pesquisar sobre demônios, inferno, e tal era minha curiosidade que fui além, pesquisei magia negra, rituais e me comuniquei com pessoas que pecavam por esse lado. Fiz uma amiga minha pesquisar também e levei ela para o caminha das magias ocultas. Aquilo me fascinava!!! Cheguei a duvidar da existência divina, é tanta ilusão tanta persuasão que a cabeça fraca acreditava em tudo que lia em tudo que falavam.. Sem duvidar de nada, quanta igonorância!
Resultado: Fiz alguns tratamentos psicológicos, terapias, para sair desse meu mundinho Negro e infeliz. Digo infeliz, mas na época era tudo muito bom, aquilo me dava prazer, me proporcionava felicidade, eu vivia trancafiada no quarto, saía sozinha ou com uma amiga, a única que tinha. Saía vestida toda de preto, vivendo nesse mundo infernal, sem se divertir, realizamos rituais, muitos sozinha, invocava os demônios,.... Quase fiquei louca! Minha cabeça tava virada!
Meus pais?? Meu pai trabalhava que nem louco, minha mãe mal tinha tempo para mim e quando ficou sabendo dessa situação em que me encontrava já era tarde demais para uma conversa resolver. Minha casa era um inferno! Eu brigava, saía fugia.. Fazia loucuras.. Só não usei drogas, porque era louca,.. mas nem tanto. E só não me perdi acho que por isso. Porque quando cheguei a tanto alguém me salvou e tirou para a real.
Hoje posso dizer que sou uma pessoa normal. Mas na época eu não era. Não mesmo! E quando penso que vivi tudo aquilo penso que era porque ficava muito sozinha, sem ter o que fazer, então dia todo fica matutando o que faria como mataria como me vingaria.. Mas não, eu nunca matei. Mas imaginei inúmeras vezes o crime perfeito. Meticulei os horários das pessoas que odiava.. E não só porque tinha tempo, mas porque novelas e filmes ensinam muito como fazer isso sem ser descoberto.
Hoje sou pedagoga. Levo uma vida normal, já passei da fase que considero de vagabunda preguiçosa a adolescente revoltada. Entendo melhor os adolescentes e suas fases, porque também passei por uma bem complicada! Tenho trauma de ficar muito tempo e muitos dias sozinha, porque ficar sozinha eu sei, não me faz bem.
E tenho certeza, cabeça vazia. Oficina do Diabo!
Podem comentar, fiquem à vontade para dar sua opinião. Ficarei interessada para saber o que acham. Hoje posso dizer que desconfio mais das coisas, não é qualquer coisa que me leva como antigamente acontecia graças a faculdade posso dizer e as terapias que fiz com uma grande amiga que se tornou que virei gente, posso dizer assim.

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